Associação Esportiva e Recreativa - USIPA

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História do esporte

A natação foi introduzida no Brasil em 31 de Julho de 1897, quando os clubes Botafogo, Gragoatá, Icaraí e Flamengo fundaram, no Rio, a União de Regatas Fluminense, mais tarde chamada de Conselho Superior de Regatas e Federação Brasileira das Sociedades de Remo. Em 1898, o clube de Natação e Regatas Promoveu o 1o Campeonato Brasileiro, na distância aproximada de 1500 m, entre a Fortaleza de Villegaigon e a Praia de Santa Luzia. Essa Prova repetiu-se até 1912. Nos anos seguintes, já na enseada de Botafogo, a FBRS promoveu a primeira competição; Abraão Saliture foi o campeão dos 1500 m , nado livre, tendo sido disputado também as provas de 100 m para estreantes, 600 m para sêniores e 200 m para juniores.

Em 1915, a prova de 600 m passou a constituir o Campeonato Brasileiro, patrocinado pela CBD a partir de 1916, mas somente em 1928 ele se realizou com as seis provas olímpicas da época, sagrando-se os campeões os cariocas. A primeira piscina de competições inaugurada no Brasil foi a do Fluminense, em 1919, surgindo quatro anos depois as de A. A. São Paulo e do C. A. Paulistano, em São Paulo; antes disso, os cariocas nadavam na enseada de Botafogo e os paulistas no Rio Tietê. Desde 1908, quando A. Saliture ganhou em Montevidéu as provas de 100 e 500 m , no Brasil ocupa lugar de relevo na natação da América do Sul, mantendo a hegemonia até agora.

Durante o 1o Campeonato Sul-americano ( Rio – 1919), os nadadores brasileiros triunfaram nas quatro provas. Ao regularizar-se a disputa desse certame, o que se verificou em 1929, o Brasil foi campeão masculino em 1941 ( Viña del Mar ), 1952 ( Lima ), empatando com a Argentina, 1954 ( São Paulo ), 1958 ( Montevidéu ) e 1960 ( Cali ), e campeão feminino em 1935 ( Rio ), 1941 ( Rio ), 1946 ( Rio ), 1947 ( Buenos Aires ), 1954, 1958 e 1960, nos campeonatos disputados paralelamente aos masculinos. Nos Jogos Olímpicos, o Brasil já teve os seguintes finalistas: equipe de revezamento 4 x 200 m ( Isaac Morais, Manuel Vilar, Benevenuto Nunes e Manoel Silva ), 7o lugar; em 1936: Piedade Coutinho, 6o lugar nos 400 m; Willy Otto Jordam, 6o lugar nos 200 m nado de peito; equipe de 4 x 200 m ( Sérgio Rodrigues, Willy O. Jordam, Aram Bogohossiam e Rolf Kestener ), 8o lugar e revezamento feminino 4 x 100 m nado livre ( Piedade Coutinho, Talita Rodrigues, Maria Angélica Leão da Costa e Eleonora Schmidt), 6o lugar; em 1952: Tetsuo Okamoto, 3o lugar nos 150 m; em 1960: Manoel dos Santos, 3o lugar nos 100 m nado livre. Este último nadador, aliás, em 1961, foi campeão no Japão, superando os maiores velocistas do mundo em Tóquio; pouco depois, em Osaka, percorreu a distância em 55 Seg. , o melhor tempo jamais obtido nos 100 m, em competição, até aquela época.

A 20 de Setembro de 1961, na piscina do clube de Regatas Guanabara, no Rio, Manoel dos Santos nadou 100 m em 53.6 Seg. estabelecendo novo recorde mundial. Esse tempo do nadador brasileiro permaneceu como recorde mundial cerca de três anos, até que em 1964 o francês A. Gotivales nadou a distância em 52.9 Seg.. Em 19/02/68, no Rio de Janeiro, o nadador José Sylvio Fiolo estabeleceu novo recorde mundial de 100 metros, nado de peito, com o tempo de 01’06”4. O Brasil se projetou ainda internacionalmente por intermédio da nadadora Maria Lenk, recordista mundial na provas de 400m e 200m , ambas nado de peito, em 1939.


Links

Confederação Braileira de Desportos Aquáticos
http://www.cbda.org.br

Associação Brasileira Masters de Natação
http://www.abmn.org.br

FINA - Federação Internacional de Natação
http://www.fina.org

Federação Aquática Mineira
www.fam.com.br