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História do esporte
Não se tem registro de quando o vôlei chegou às
terras brasileiras. Oficialmente, a primeira
competição do esporte no país foi realizada em
Recife (PE), em 1915, organizada pela Associação
Cristã de Moços (ACM) local, e com regras e
regulamento definidos. Assim, tudo leva a crer que o
esporte já era praticado informalmente antes desta
data. A partir daquele momento, entretanto, colégios
de outras cidades pernambucanas passaram a ter o
vôlei como uma de suas disciplinas de educação
física. Dois anos depois, em 1917, o esporte chegou
à ACM de São Paulo.
A primeira competição internacional da qual o Brasil
participou foi o 1º Campeonato Sul-Americano, em
1951, mesmo antes da fundação da Confederação
Brasileira de Volley Ball (CBV), em 1954. O
Sul-Americano foi patrocinado pela então
Confederação Brasileira de Desportos (CBD), com o
apoio da Federação Carioca de Volley Ball, e
aconteceu no ginásio do Fluminense, no Rio de
Janeiro, entre 12 e 22 de setembro daquele ano,
sendo campeão o Brasil, no masculino e no feminino.
Em 1954, a Confederação Brasileira de Voleibol foi
criada com o objetivo de difundir e desenvolver o
vôlei no país. Dez anos mais tarde, o vôlei
brasileiro marcou presença nos Jogos Olímpicos de
Tóquio, quando o esporte fez sua estréia na
competição. Assim como no futebol o Brasil é o único
país que disputou todas as Copas do Mundo, os
sextetos nacionais masculinos de vôlei participaram
de todas as edições das Olimpíadas.
A estréia do país em competições em solo europeu foi
para a disputa do Campeonato Mundial de Paris (FRA),
em 1956, quando a Seleção masculina foi comandada
pelo técnico Sami Mehlinsky. O Brasil terminou na
11ª colocação.
Os primeiros títulos importantes conquistados pelas
Seleções Brasileiras masculina e feminina
aconteceram em Jogos Pan-Americanos. Em 1959, a
equipe feminina sagrou-se campeã da competição em
Chicago (EUA) enquanto que a masculina foi
vice-campeã. O feito da Seleção feminina foi
repetido em 1963 em São Paulo, sendo que desta vez a
Seleção masculina também foi campeã.
A grande virada do vôlei brasileiro começou em 1975,
quando Carlos Arthur Nuzman assumiu a presidência da
CBV. Nuzman lutou para que o Brasil sediasse os
mundiais juvenis masculino e feminino em 1977.
Apostando na idéia de que marketing e esporte podem
caminhar lado a lado, o dirigente atraiu a atenção
das empresas para o esporte, o que nas Olimpíadas de
Los Angeles possibilitou a criação de uma
infra-estrutura permitindo a profissionalização dos
atletas, no início da década de 80, e servindo de
exemplo para os outros esportes coletivos do país.
Logo os bons resultados começaram a aparecer. O país
conquistou a primeira medalha em um torneio de nível
mundial na Copa do Mundo do Japão, em 1981, quando a
Seleção masculina garantiu a medalha de bronze. No
ano seguinte, a mesma equipe sagrou-se vice-campeã
mundial na Argentina. Nos Jogos Olímpicos de Los
Angeles, em 1984, o grupo de William, Renan, Bernard
e Cia. conquistou a tão sonhada medalha, de prata.
Num crescente, o Brasil chegou ao auge na conquista
do ouro olímpico em Barcelona-1992, com a geração de
Maurício, Tande, Giovane e Marcelo Negrão.
Depois, vieram a conquista da Liga Mundial, em 1993
e 2001 e, finalmente, o Mundial da Argentina, em
2002, coroando um trabalho primoroso do esporte no
país.
Paralelamente, a Seleção feminina também passou a
ser sinônimo de competitividade no cenário mundial
ao conquistar duas medalhas olímpicas, ambas de
bronze, em Atlanta/96 e Sydney/2000, além de três
edições do Grand Prix (1993, 1995 e 1997).
E não foi apenas nas quadras duras que os
brasileiros mostraram domínio. Nas areias, o Brasil
vem dominando o cenário mundial há uma década. Na
estréia do vôlei de praia nos Jogos Olímpicos de
Atlanta, um feito histórico: ouro e prata no
feminino. Em Sydney, foram duas pratas e um bronze.
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